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Charles/Jauniaux/Mariage - L'amour

Fabricio Vieira, FreeForm FreeJazz - ****(*)
[translated from Portuguese, original below]


Belgian vocalist Catherine Jauniaux had the original idea for this intriguing work. The project was based on the book L'amour (1971), by Marguerite Duras, to create pieces/improvisations in dialogue with the writer's words. For the venture, which began in 2015 during a tour that went through Moscow, St. Petersburg, Berlin and Paris, she called Xavier Charles (clarinet) and Jean-Sébastien Mariage (electric guitar). At La Muse en Circuit, cultural center in Alfortville (France), the following year they developed the 11 pieces that resulted in this album.
Between recitations of Duras' text and vocal improvisations, Jauniaux interacts, dialogues and duels with clarinet and guitar, in an intoxicating result. From the contemplative and acclimatizing opening with "Le Temps Lent", with its whispers and sparse notes, to the touching recitation of "Elle Dort", with clarinet coming and going, contrasting with the guitar, the album operates in a very cohesive way, composing a single piece. The last track on the album brings chilling moments, as when Jauniaux's voice repeats "Ils surveillent la progression de l'aurore extérieure" while the clarinet cuts through the space. I don't know if on a stage there is/was also a visual work, which would undoubtedly maximize the power of Duras' imagery/cinematic text. Pure enchantment.
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A vocalista belga Catherine Jauniaux teve a ideia original para este intrigante trabalho. O projeto consistia em partir do livro L'amour (1971), de Marguerite Duras, para criar peças/improvisos em diálogo com as palavras da escritora. Para a empreitada, que começou em 2015 durante uma turnê que passou por Moscou, São Petersburgo, Berlim e Paris, ela chamou Xavier Charles (clarinete) e Jean-Sébastien Mariage (guitarra elétrica). No La Muse en Circuit, centro cultural em Alfortville (França), desenvolveram no ano seguinte as 11 peças que resultaram neste álbum.
Entre recitações do texto de Duras e improvisações vocálicas, Jauniaux interage, dialoga e duela com clarinete e guitarra, em um resultado inebriante. Da contemplativa e aclimatadora abertura com "Le Temps Lent", com seus sussurros e notas esparsas, à tocante declamação de "Elle Dort", com o clarinete indo e vindo, contrastando com a guitarra, o disco opera de forma bastante coesa, compondo uma peça única. A última faixa do álbum traz momentos arrepiantes, como quando a voz de Jauniaux repete "Ils surveillent la progression de l'aurore extérieure" enquanto o clarinete corta o espaço. Não sei se em um palco há/houve um trabalho também visual, que sem dúvida elevaria ao máximo a potência do texto imagético/cinemático de Duras. Encanto puro.